Entenda o que é a condição revelada por Fabiana Justus e como ela pode afetar a saúde física e emocional
Dermatilomania: o transtorno que leva pessoas a machucar a própria pele
Recentemente, a influenciadora e empresária Fabiana Justus revelou que foi diagnosticada com dermatilomania, um transtorno que leva a pessoa a ter uma compulsão de cutucar, puxar ou machucar a própria pele. A filha do empresário Roberto Justus contou que tem buscado maneiras de controlar o comportamento e chegou a usar curativos nos dedos para evitar puxar as cutículas.
A revelação chamou atenção nas redes sociais porque muitas pessoas convivem com comportamentos semelhantes, mas não sabem que isso pode estar relacionado a um transtorno psicológico real. A dermatilomania, também conhecida como transtorno de escoriação, pode causar lesões na pele, infecções e impacto emocional significativo.
Embora ainda seja pouco conhecida pelo público em geral, especialistas em saúde mental consideram a condição parte do grupo de transtornos obsessivo-compulsivos e relacionados, descritos no campo da Psiquiatria.
O que é dermatilomania?


A dermatilomania é um transtorno caracterizado pela compulsão repetitiva de cutucar, arranhar ou apertar a própria pele, geralmente de forma inconsciente ou difícil de controlar.
Pessoas com esse transtorno podem mexer na pele em várias partes do corpo, como:
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dedos e cutículas
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rosto
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couro cabeludo
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braços
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costas
Em muitos casos, o comportamento começa com algo aparentemente simples, como tentar retirar uma pequena imperfeição da pele. Porém, o ato pode se tornar repetitivo e difícil de interromper.
Com o tempo, isso pode causar:
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feridas abertas
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cicatrizes
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irritação da pele
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risco de infecção
Por que o transtorno acontece?



Especialistas acreditam que a dermatilomania está ligada a fatores psicológicos, emocionais e neurológicos.
Entre os fatores que podem contribuir para o comportamento estão:
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ansiedade
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estresse
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tensão emocional
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perfeccionismo
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necessidade de aliviar desconforto psicológico
Em muitos casos, a pessoa sente uma sensação de alívio momentâneo após cutucar a pele, o que reforça o comportamento e faz com que ele se repita.
Por esse motivo, a dermatilomania é considerada um transtorno relacionado ao Transtorno Obsessivo-Compulsivo e a outros comportamentos repetitivos focados no corpo.
Quais são os impactos da dermatilomania?


Embora muitas pessoas vejam o comportamento apenas como um hábito nervoso, a dermatilomania pode ter consequências importantes.
Entre os principais impactos estão:
Lesões na pele
As feridas podem demorar para cicatrizar e deixar cicatrizes permanentes.
Infecções
Feridas abertas aumentam o risco de contaminação por bactérias.
Impacto emocional
Muitas pessoas sentem vergonha ou culpa pelo comportamento.
Isolamento social
Alguns pacientes evitam mostrar a pele ou participar de situações sociais.
Esses fatores podem afetar diretamente a autoestima e o bem-estar psicológico.
Estratégias para controlar o comportamento


O tratamento da dermatilomania geralmente envolve acompanhamento psicológico e, em alguns casos, tratamento médico.
Entre as estratégias utilizadas estão:
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terapia cognitivo-comportamental
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técnicas de controle da ansiedade
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substituição do hábito por outras atividades
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uso de curativos ou barreiras físicas (como relatado por Fabiana Justus)
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práticas de relaxamento e mindfulness
Essas estratégias ajudam a pessoa a reconhecer os momentos em que o comportamento aparece e desenvolver formas de interromper o ciclo.
Quando procurar ajuda?
A dermatilomania pode parecer apenas um hábito, mas quando o comportamento se torna frequente e causa lesões ou sofrimento emocional, é importante buscar ajuda profissional.
Psicólogos e psiquiatras podem ajudar a identificar o transtorno e desenvolver estratégias de tratamento adequadas.
O diagnóstico precoce é fundamental para evitar complicações e melhorar a qualidade de vida.
Conclusão
A revelação de Fabiana Justus trouxe visibilidade para um transtorno ainda pouco conhecido: a dermatilomania. Embora muitas pessoas convivam com o hábito de cutucar a pele, em alguns casos esse comportamento pode se tornar compulsivo e prejudicial.
Com acompanhamento profissional, apoio psicológico e estratégias de controle, é possível reduzir os episódios e melhorar a relação com o próprio corpo.
Falar abertamente sobre o tema também ajuda a diminuir o estigma e incentivar outras pessoas que enfrentam o mesmo problema a procurar ajuda.






