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O arroz pode ser um perigo silencioso: os riscos de armazenar o alimento de forma incorreta

Como bactérias, fungos e insetos transformam um alimento básico em ameaça à saúde

O arroz é um dos alimentos mais consumidos pelos brasileiros e está presente diariamente na mesa de milhões de famílias. Por ser tão comum, muita gente acredita que ele oferece pouco risco à saúde — mas a ciência mostra o contrário. Quando armazenado ou manipulado de maneira incorreta, o arroz pode se tornar um ambiente perfeito para bactérias, parasitas e fungos, capazes de provocar intoxicações graves, problemas gastrointestinais e até danos ao fígado.
Este artigo explica, de forma clara e acessível, por que o arroz pode ficar perigoso, quais microrganismos estão envolvidos, os sintomas mais comuns de contaminação e as medidas simples que realmente protegem você e sua família.

Dá para salvar alimentos infestados de carunchos? Faz mal comer o inseto? - 15/03/2021 - UOL VivaBem

O perigo invisível no arroz mal armazenado

Por que o arroz cru pode se contaminar facilmente

Pesquisas mostram que o arroz cru, quando armazenado em locais úmidos, quentes ou expostos ao contato com superfícies contaminadas, pode abrigar:

  • Insetos (como gorgulhos) que depositam ovos dentro dos grãos

  • Fungos e bolores que produzem micotoxinas perigosas

  • Bactérias que sobrevivem ao cozimento e se multiplicam depois

Esses agentes contaminantes não apenas estragam o alimento, como podem causar distúrbios gastrointestinais e intoxicações sérias.

Clostridium perfringens: a bactéria que transforma o arroz cozido em risco

Um dos microrganismos mais perigosos associados ao arroz é o Clostridium perfringens, conhecido por causar surtos de intoxicação alimentar, especialmente quando alimentos cozidos ficam muito tempo em temperatura ambiente.

Essa bactéria:

  • Se multiplica rapidamente em alimentos cozidos e mal refrigerados

  • Não altera cheiro, cor ou sabor do arroz

  • Causa sintomas como diarreia intensa, cólicas fortes, febre e desidratação

Por isso, aquele arroz do dia anterior, deixado sobre o fogão ou tampado ainda quente, pode representar um grande risco.

Insetos, fungos e micotoxinas: os outros vilões ocultos

Além da proliferação bacteriana, o arroz pode ser contaminado por:

Gorgulho

Gorgulhos

Esses insetos podem entrar em sacos de arroz armazenados e depositar ovos. Mesmo quando mortos pelo cozimento, seus restos e larvas podem causar irritação intestinal em pessoas sensíveis.

Fungos e bolores

Ao crescerem nos grãos crus mal armazenados, produzem micotoxinas, substâncias que afetam:

  • Intestino

  • Fígado

  • Sistema imunológico

O consumo frequente dessas toxinas, mesmo em pequenas quantidades, tem sido associado a diversas doenças ao longo da vida.

Sintomas que podem indicar contaminação

Os sinais mais comuns após consumir arroz contaminado incluem:

  • Gases e inchaço

  • Desconforto abdominal

  • Diarreia ou prisão de ventre

  • Fadiga após as refeições

Se os sintomas persistirem ou forem intensos, é recomendável buscar atendimento médico.

Como armazenar arroz da forma correta

Como conservar arroz e evitar desperdício - São João Alimentos

A boa notícia é que medidas simples eliminam a maior parte dos riscos. Para manter sua cozinha segura:

🔹 Arroz cru

  • Armazene em local seco, limpo e arejado

  • Use potes bem fechados para evitar insetos

  • Evite deixar o saco aberto dentro do armário

  • Se possível, congele o arroz cru por 48 horas ao comprá-lo — isso elimina ovos de insetos

🔹 Arroz cozido

  • Guarde na geladeira por no máximo 24 horas

  • Reaqueça apenas uma vez, sempre em temperatura alta

  • Não deixe o arroz cozido em temperatura ambiente por horas

🔹 Higienização

  • Lave bem os grãos antes de cozinhar

  • Prefira cozinhar com bastante água e descartar o excesso quando possível

O que diz a OMS sobre intoxicações alimentares

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), 600 milhões de pessoas sofrem com algum tipo de intoxicação alimentar todos os anos.
Grande parte desses casos ocorre por descuidos domésticos, como armazenamento inadequado, falta de higiene ou temperatura incorreta no preparo e conservação de alimentos.

A melhor forma de prevenção é a informação e o cuidado no dia a dia.

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