Vini Jr. e mais um episódio de racismo na Champions: Debate global reacende e FIFA estuda novas punições
Caso envolvendo o atacante brasileiro reacende discussão sobre racismo no futebol e pode levar a mudanças nas regras dentro de campo
O atacante Vinícius Júnior voltou a ser o centro das atenções do futebol mundial após denunciar mais um episódio de racismo durante partida da Champions League realizada na terça-feira (17/2). O jogador do Real Madrid afirma ter sido alvo de insultos por parte de Gianluca Prestianni, do Benfica, durante uma discussão em campo.
O incidente reacendeu o debate sobre discriminação racial no esporte e impulsionou discussões dentro da FIFA sobre novas medidas disciplinares. Entre as propostas em análise está a possibilidade de punição para jogadores que cobrem a boca durante conversas em campo, prática que pode dificultar a identificação de ofensas verbais.

O episódio que gerou a denúncia
O momento de tensão ocorreu após uma celebração de gol de Vinícius, que dançou em frente à torcida adversária e recebeu cartão amarelo pela comemoração. Logo depois, Prestianni se aproximou do brasileiro e falou algo enquanto cobria a boca com a camisa, dificultando a leitura labial e a captação do que foi dito.
Imediatamente, Vinícius correu até o árbitro francês François Letexier para denunciar possíveis ofensas racistas. O juiz acionou o protocolo antirracismo, cruzando os braços acima da cabeça — gesto oficial que sinaliza denúncia de discriminação.
Segundo relatos de testemunhas e companheiros de equipe, incluindo Kylian Mbappé e Aurélien Tchouaméni, Prestianni teria chamado o brasileiro de “macaco” repetidamente.
O jogador argentino e o clube português negaram veementemente as acusações, afirmando que não houve conteúdo racista na conversa.
Painel da FIFA discute punições para quem cobre a boca
A controvérsia ganhou repercussão imediata e chegou ao Painel de Voz dos Jogadore s da FIFA. Em entrevista à Sky Sports, o ex-jogador francês Mikaël Silvestre revelou que o órgão estuda sanções específicas para jogadores que falem cobrindo a boca durante discussões.
Segundo Silvestre:
“Estamos tentando encontrar uma forma de punir jogadores que falam cobrindo a boca. Uma coisa é discutir tática com companheiros ou árbitros de forma discreta; outra é usar isso para esconder insultos abusivos.”
A proposta ainda está em fase de debate e poderá levar tempo para ser implementada. No entanto, surge como resposta direta a casos recentes envolvendo acusações de insultos racistas em campo.
O protocolo antirracismo no futebol europeu
Nos últimos anos, federações e entidades esportivas têm reforçado protocolos para combater a discriminação racial.
O gesto feito pelo árbitro — braços cruzados acima da cabeça — faz parte de um procedimento oficial que pode levar a:
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advertência e anúncio no estádio
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suspensão temporária da partida
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encerramento do jogo em casos extremos
Apesar dos avanços, especialistas afirmam que a aplicação das medidas ainda enfrenta desafios práticos.
Vinícius Júnior: voz ativa contra o racismo no futebol
O atacante brasileiro tem se tornado um dos principais símbolos da luta contra o racismo no esporte europeu. Ao longo dos últimos anos, ele denunciou diversos episódios e cobrou ações mais rigorosas das autoridades.
Após a partida, Vinícius publicou uma mensagem nas redes sociais:
“Racistas são, acima de tudo, covardes. Eles precisam cobrir a boca com a camisa para mostrar o quão fracos são.”
Sua postura firme tem gerado apoio global, ao mesmo tempo em que expõe a persistência do racismo nos estádios europeus.
Racismo no futebol: um problema histórico que ainda persiste
O futebol, esporte mais popular do planeta, reflete tensões sociais presentes fora dos estádios. Apesar de campanhas e punições, casos de discriminação racial continuam ocorrendo.
Entre os desafios enfrentados:
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dificuldade em comprovar ofensas verbais
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limitações tecnológicas na captação de áudio
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resistência cultural em alguns ambientes esportivos
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punições consideradas brandas por especialistas
A discussão sobre proibir a cobertura da boca durante provocações pode representar um novo passo no combate a insultos ocultos.
O que pode mudar com as novas medidas
Se aprovadas, as sanções discutidas pela FIFA podem:
✔ dificultar insultos racistas disfarçados
✔ aumentar a transparência nas discussões em campo
✔ facilitar investigações disciplinares
✔ reforçar o combate à discriminação
Especialistas destacam que tecnologia, educação e punições firmes precisam caminhar juntas para erradicar o problema.
Muito além do futebol
O caso envolvendo Vinícius Júnior transcende o esporte. Ele evidencia a necessidade contínua de combate ao racismo em todas as esferas da sociedade.
A luta do jogador reforça que o futebol deve ser um espaço de respeito, inclusão e igualdade — valores essenciais dentro e fora dos gramados.








