Entretenimento

Vini Jr. e mais um episódio de racismo na Champions: Debate global reacende e FIFA estuda novas punições

Caso envolvendo o atacante brasileiro reacende discussão sobre racismo no futebol e pode levar a mudanças nas regras dentro de campo

O atacante Vinícius Júnior voltou a ser o centro das atenções do futebol mundial após denunciar mais um episódio de racismo durante partida da Champions League realizada na terça-feira (17/2). O jogador do Real Madrid afirma ter sido alvo de insultos por parte de Gianluca Prestianni, do Benfica, durante uma discussão em campo.

O incidente reacendeu o debate sobre discriminação racial no esporte e impulsionou discussões dentro da FIFA sobre novas medidas disciplinares. Entre as propostas em análise está a possibilidade de punição para jogadores que cobrem a boca durante conversas em campo, prática que pode dificultar a identificação de ofensas verbais.

https://media-cldnry.s-nbcnews.com/image/upload/t_nbcnews-fp-1024-512%2Cf_auto%2Cq_auto%3Abest/rockcms/2026-02/260218-soccer-feb-17-rs-9e85f1.jpg

 O episódio que gerou a denúncia

https://images.openai.com/static-rsc-3/u7gEnENWqAA_akUM-2bqzo-KabAHnJ6m8E8DaX0Fv9um518fhjLmxTdg8iRtKHV16WaO8_jNPv_spZAjrErZgTa2KvFL0qAYjPxDSiyEPQc?purpose=fullsize&v=1

O momento de tensão ocorreu após uma celebração de gol de Vinícius, que dançou em frente à torcida adversária e recebeu cartão amarelo pela comemoração. Logo depois, Prestianni se aproximou do brasileiro e falou algo enquanto cobria a boca com a camisa, dificultando a leitura labial e a captação do que foi dito.

Imediatamente, Vinícius correu até o árbitro francês François Letexier para denunciar possíveis ofensas racistas. O juiz acionou o protocolo antirracismo, cruzando os braços acima da cabeça — gesto oficial que sinaliza denúncia de discriminação.

Segundo relatos de testemunhas e companheiros de equipe, incluindo Kylian Mbappé e Aurélien Tchouaméni, Prestianni teria chamado o brasileiro de “macaco” repetidamente.

O jogador argentino e o clube português negaram veementemente as acusações, afirmando que não houve conteúdo racista na conversa.

 Painel da FIFA discute punições para quem cobre a boca

https://c.files.bbci.co.uk/8abd/live/30708100-0c5c-11f1-b5e2-dd58fc65f0f6.jpg

A controvérsia ganhou repercussão imediata e chegou ao Painel de Voz dos Jogadore s da FIFA. Em entrevista à Sky Sports, o ex-jogador francês Mikaël Silvestre revelou que o órgão estuda sanções específicas para jogadores que falem cobrindo a boca durante discussões.

Segundo Silvestre:

“Estamos tentando encontrar uma forma de punir jogadores que falam cobrindo a boca. Uma coisa é discutir tática com companheiros ou árbitros de forma discreta; outra é usar isso para esconder insultos abusivos.”

A proposta ainda está em fase de debate e poderá levar tempo para ser implementada. No entanto, surge como resposta direta a casos recentes envolvendo acusações de insultos racistas em campo.

 O protocolo antirracismo no futebol europeu

https://media-cldnry.s-nbcnews.com/image/upload/t_nbcnews-fp-1024-512%2Cf_auto%2Cq_auto%3Abest/rockcms/2026-02/260218-soccer-feb-17-rs-9e85f1.jpg
https://images.openai.com/static-rsc-3/cyDp9FuSuLl47N88iB18GmzAWyCrQ7hQFMryUxNCT1f0_q41lfMkwZAr4WvBGdwFxZTw3OQULX8O76j4muOet1aX4WqsYxuPE3Zo1qCXH_M?purpose=fullsize&v=1
https://ichef.bbci.co.uk/ace/standard/982/cpsprodpb/c29c/live/1a2dc1d0-1381-11ef-b9d8-4f52aebe147d.jpg

Nos últimos anos, federações e entidades esportivas têm reforçado protocolos para combater a discriminação racial.

O gesto feito pelo árbitro — braços cruzados acima da cabeça — faz parte de um procedimento oficial que pode levar a:

  1. advertência e anúncio no estádio

  2. suspensão temporária da partida

  3. encerramento do jogo em casos extremos

Apesar dos avanços, especialistas afirmam que a aplicação das medidas ainda enfrenta desafios práticos.

Vinícius Júnior: voz ativa contra o racismo no futebol

O atacante brasileiro tem se tornado um dos principais símbolos da luta contra o racismo no esporte europeu. Ao longo dos últimos anos, ele denunciou diversos episódios e cobrou ações mais rigorosas das autoridades.

Após a partida, Vinícius publicou uma mensagem nas redes sociais:

“Racistas são, acima de tudo, covardes. Eles precisam cobrir a boca com a camisa para mostrar o quão fracos são.”

Sua postura firme tem gerado apoio global, ao mesmo tempo em que expõe a persistência do racismo nos estádios europeus.

Racismo no futebol: um problema histórico que ainda persiste

O futebol, esporte mais popular do planeta, reflete tensões sociais presentes fora dos estádios. Apesar de campanhas e punições, casos de discriminação racial continuam ocorrendo.

Entre os desafios enfrentados:

  • dificuldade em comprovar ofensas verbais

  • limitações tecnológicas na captação de áudio

  • resistência cultural em alguns ambientes esportivos

  • punições consideradas brandas por especialistas

A discussão sobre proibir a cobertura da boca durante provocações pode representar um novo passo no combate a insultos ocultos.

O que pode mudar com as novas medidas

Se aprovadas, as sanções discutidas pela FIFA podem:

✔ dificultar insultos racistas disfarçados
✔ aumentar a transparência nas discussões em campo
✔ facilitar investigações disciplinares
✔ reforçar o combate à discriminação

Especialistas destacam que tecnologia, educação e punições firmes precisam caminhar juntas para erradicar o problema.

 Muito além do futebol

O caso envolvendo Vinícius Júnior transcende o esporte. Ele evidencia a necessidade contínua de combate ao racismo em todas as esferas da sociedade.

A luta do jogador reforça que o futebol deve ser um espaço de respeito, inclusão e igualdade — valores essenciais dentro e fora dos gramados.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *


ASSUNTOS EM ALTA

Botão Voltar ao topo