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Quando o corpo “adormece”: O que o formigamento revela sobre sua saúde e seus hábitos

Sensações de dormência e “agulhadas” são alertas do organismo ligados à postura, estresse, circulação e rotina moderna

Quem nunca sentiu aquele formigamento repentino na mão, no pé ou até no rosto? A sensação, descrita como pequenas “agulhadas”, choques leves ou dormência, costuma causar estranhamento — mas, na maioria das vezes, está longe de ser algo grave.

Segundo a ciência, o formigamento é um sinal de comunicação do corpo, indicando que algo momentaneamente interferiu na troca de informações entre nervos e cérebro. Postura inadequada, estresse, uso excessivo de tecnologia e até pequenas deficiências nutricionais estão entre as causas mais comuns desse fenômeno cada vez mais frequente na vida moderna.

O que pode ser o formigamento na mão direita?

O que acontece no corpo quando surge o formigamento?

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Do ponto de vista da neurociência, o formigamento ocorre quando há alteração temporária nos impulsos elétricos dos nervos periféricos. Esses nervos são responsáveis por levar informações sensoriais — como toque, temperatura e pressão — até o cérebro.

Quando algo interfere nesse caminho, o cérebro interpreta a falha como:

  • dormência

  • sensação de “choque”

  • picadas ou agulhadas

  • perda momentânea de sensibilidade

Isso pode acontecer por compressão mecânica, redução da circulação sanguínea ou tensão muscular prolongada.

Por que algumas partes do corpo formigam mais do que outras?

Mãos, pés, braços e pernas são regiões onde o formigamento aparece com maior frequência. O motivo é simples:
essas áreas possuem muitos nervos periféricos longos, mais suscetíveis à compressão e à má circulação.

Ficar sentado sobre a perna, apoiar o cotovelo por muito tempo ou dormir em posição inadequada pode “apertar” esses nervos, provocando a sensação incômoda — que geralmente desaparece ao mudar de posição.

A relação entre postura, tecnologia e formigamento

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Na rotina atual, um dos grandes vilões do formigamento é o uso prolongado de celulares, notebooks e computadores. Punhos dobrados, pescoço inclinado e ombros tensionados favorecem a compressão nervosa e muscular.

Entre os hábitos mais associados ao problema estão:

  • Uso contínuo do celular com o punho dobrado

  • Digitação prolongada sem pausas

  • Trabalho sentado por horas sem ajuste ergonômico

  • Falta de alongamento ao longo do dia

Com o tempo, esses fatores não só causam formigamento, mas também dores musculares e queda de produtividade.

Estresse e ansiedade também fazem o corpo formigar?

Sim — e mais do que se imagina. O estresse prolongado provoca tensão muscular constante, especialmente em regiões como pescoço, ombros e costas. Essa tensão pode comprimir nervos e alterar a circulação local.

Além disso, estados de ansiedade elevam a liberação de hormônios como o cortisol, que afetam o funcionamento do sistema nervoso. O resultado pode ser:

  • formigamento intermitente

  • sensação de mãos ou pés “dormentes”

  • desconforto sem causa física evidente

Nesses casos, o corpo está reagindo ao excesso de estímulos e sobrecarga emocional.

Deficiências nutricionais podem causar dormência?

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Outro fator importante está na alimentação. A falta de vitaminas do complexo B, especialmente a B12, está associada a alterações neurológicas leves, incluindo formigamento.

Essas vitaminas são essenciais para:

  • manutenção dos nervos

  • produção de mielina (camada protetora dos nervos)

  • transmissão adequada dos impulsos nervosos

Dietas restritivas, má absorção intestinal ou alimentação desequilibrada podem contribuir para o surgimento do sintoma.

Situações comuns do dia a dia que causam formigamento

Antes de pensar em algo grave, vale observar hábitos cotidianos que frequentemente explicam o problema:

  • Permanecer muito tempo sentado ou com pernas cruzadas

  • Dormir sobre o braço ou em posição inadequada

  • Usar celular ou mouse por horas sem pausa

  • Estresse constante e ansiedade elevada

  • Falta de alongamento e atividade física

  • Deficiências nutricionais leves

Na maioria dos casos, o formigamento é passageiro e melhora com ajustes simples.

O formigamento pode afetar foco e produtividade?

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Sim. Quando o corpo envia sinais de desconforto, parte da atenção mental é desviada para lidar com aquela sensação. Isso pode gerar:

  • dificuldade de concentração

  • irritabilidade

  • cansaço mental

  • queda de rendimento

Ignorar esses sinais repetidamente pode levar a um ciclo de desconforto físico e estresse mental.

Como reduzir e evitar o formigamento no dia a dia

Pequenas mudanças de hábito fazem grande diferença:

  • Faça pausas ativas a cada 50–60 minutos

  • Alongue braços, pernas e pescoço regularmente

  • Ajuste cadeira, mesa e tela à sua altura

  • Evite ficar muito tempo na mesma posição

  • Cuide da alimentação e da hidratação

  • Observe seus níveis de estresse

Essas práticas ajudam a restabelecer a circulação e a comunicação entre nervos e cérebro.

Quando o formigamento merece atenção médica?

Embora seja comum e geralmente inofensivo, o formigamento não deve ser ignorado se:

  • for frequente e persistente

  • vier acompanhado de dor intensa

  • causar perda de força

  • afetar apenas um lado do corpo

  • surgir sem causa aparente

Nesses casos, é importante buscar avaliação profissional para descartar condições neurológicas ou circulatórias mais sérias.

Ouvir o corpo é um ato de autocuidado

No fim das contas, o formigamento não é um inimigo — é um mensageiro. Ele indica limites, excessos e hábitos que precisam de ajuste. Prestar atenção a esses sinais ajuda a prevenir problemas maiores, melhorar o bem-estar e manter equilíbrio físico e mental.

Pequenos alertas contam grandes histórias. Basta desacelerar e escutar o que o corpo está dizendo.

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