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A pintura mais cara a ser vendida no mundo simplesmente desapareceu


Arte é uma atividade humana exercida de forma curiosa e encantadora, ligada à manifestações de ordem estética. Ela é feita por artistas a partir de suas percepções, ideias e emoções, com o objetivo de estimular o interesse coletivo ou individual de consciência dos espectadores.

Cada obra de arte possui um significado com valor único e que se diferencia de outras obras. E os museus, que reúnem vários trabalhos de artistas e variadas épocas e estilos, são lugares perfeitos para se ver o quão plural é a arte.

Um dos museus que parece ter de tudo é o Louvre de Abu Dhabi. No interior do museu,  há obras de Rembrandt e Vermeer, Monet, van Gogh, Mondrian e Basquiat. Contudo, uma pintura, em específico, que o museu promete em sua exposição permanente não está lá. Ela é 'Salvator Mundi', um pintura de Jesus Cristo que é atribuída a Leonardo da Vinci.

Essa obra tem vários mistérios envoltos. Se questiona primeiramente sua autenticidade, e a atribuição a Leonardo da Vinci foi alvo de intenso debate. Depois, em 2017, ela foi a obra mais cara a ser vendida em um leilão por 450, 3 milhões de dólares. Quem a comprou foi o príncipe herdeiro da Arábia Saudita, Mohammed bon Salman.


E agora mais um mistério envolvendo a pintura surgiu: onde ela está? O departamento de cultura de Abu Dhabi até tinha anunciado, um mês depois do leilão, que tinha adquirido de alguma forma o Salvator Mundi e que ele seria exibido no Louvre de Abu Dhabi. Mas a apresentação que estava programada para acontecer foi cancelada, sem nenhuma explicação.

Sumiço


O sumiço dessa obra é de se alarmar. Ainda mais depois do anúncio de que ela seria exibida para o público e de ter sua aparição cancelada. "É trágico", disse Dianne Modestini, professora do Instituto de Belas Artes da Universidade de Nova York e conservadora que trabalhou no Salvator Mundi. "Para privar os amantes da arte e muitos outros que se comoveram com essa imagem, uma obra-prima de tal raridade, é profundamente injusto", continuou.

Outro historiador da arte de Oxford, Martin Kemp, que estudou a pintura, falou sobre ela como "uma espécie de versão religiosa da 'Mona Lisa'" e como a "mais forte declaração de Leonardo sobre a indefinição do divino".

E ninguém sabe ao certo como Abu Dhabi conseguiu de volta a pintura dos sauditas. Se foi um presente, empréstimo ou se eles compraram de volta. Algumas pessoas acreditam que o príncipe pode apenas ter decidido ficar com ela para si.

A obra é datada por volta de 1500 e foi um dos trabalhos semelhantes listados em um inventário da coleção do rei Charle I da Inglaterra, depois dele ter sido executado em 1649. E segundo um registro histórico, a pintura desapareceu no final do século XVIII.

Com esse cancelamento na exibição da obra, as especulações de que ela não seja de da Vinci foram reavivadas. E os céticos acreditam que o novo dono da pintura quis escondê-la para se poupar da vergonha pública, evitando a chance de mostrá-la a todos e ter a farsa descoberta.

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